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Vacinação de Sarampo no idoso

Atualizado: 19 de out. de 2020


O sarampo está de volta! No Brasil, não havia registros de casos da doença contraída dentro do país desde o ano 2000. No entanto, contágio a partir de diferentes países, somado a uma menor cobertura vacinal, resultaram na explosão no número de casos, incluindo óbitos, no último ano. Surgem, então, muitas dúvidas – e o IGG traz respostas a algumas delas.

O QUE É O SARAMPO E POR QUE RETORNOU? O sarampo é uma doença viral muito contagiosa e que pode ser grave. Manifesta-se como um resfriado: tosse, coriza, febre alta, conjuntivite com lacrimejamento e manchas avermelhadas pelo corpo. Após isso, podem surgir complicações, como encefalite, otite, pneumonia e diarreia grave – as quais são mais perigosas em crianças abaixo de 2 anos, desnutridas, e adultos jovens. Por isso, houve o esforço do Ministério da Saúde para a aplicação da vacina, o que poupou muitas vidas. Porém, nos últimos anos, as taxas de vacinação na população estiveram abaixo dos 95% recomendados – e a doença disseminou-se.

COMO PREVENIR-SE? Vacinando-se. De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia, a vacina deve ser aplicada aos 12 e aos 15 meses de vida (tríplice e tetra viral, respectivamente). Entre 6 e 11 meses, também se vacina em situação de epidemia. Pessoas entre 15 meses e 29 anos devem ter duas doses confirmadas da vacina, e, até 49 anos, uma dose.

E OS IDOSOS? Há um detalhe importante nesses casos: idosos provavelmente já entraram em contato com o vírus (e tiveram a doença durante a vida) ou tomaram a vacina em algum momento. Ou seja: já estão imunizados contra uma nova infecção. Por isso, o Ministério da Saúde não preconiza a cobertura vacinal nesse grupo etário. Porém, se houver dúvida quanto a infecções anteriores – o que é comum – ou quanto ao idoso ser vacinado, e ele for considerado sob risco (por exemplo, vivendo em área com casos confirmados ou suspeitos), a vacinação

é recomendada. Na dúvida, leve o cartão vacinal ao posto de saúde e, principalmente, converse com o médico geriatra responsável.

HÁ REAÇÕES ADVERSAS COM A VACINA? É possível, mas incomum, e, na grande maioria das vezes, elas são leves – como vermelhidão no local da aplicação e febre por poucos dias. O risco é baixo e é compensado pelo benefício de estar imunizado contra uma doença que pode ser grave, evitando também a transmissão a outros contatos próximos. Vacinas são seguras e comprovadamente eficazes.

QUEM NÃO PODE TOMAR? De maneira geral, imunossuprimidos – como transplantados – e gestantes não devem tomar a vacina. Se for portador de alguma doença crônica grave ou realizar tratamento medicamentoso com imunossupressores, e se tiver qualquer dúvida ou condição especial, converse com seu médico.

A epidemia existe, mas não é motivo de medo, se entendermos nossos papéis na prevenção. O idoso está mais protegido do que a maioria da população, mas a situação deve ser avaliada caso a caso. Quanto a outras imunizações, converse sempre com seu médico.


Nossa saúde e a dos que amamos vale cada pequena dose, seja de vacina e/ou de informação.


Por: IGG e Innovah

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