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O Geriatra, O Idoso e a Quarentena

Atualizado: 19 de out. de 2020


Isolamento social, ficar em casa, quarentena: não há como fugir desses assuntos atualmente! Seja na internet ou na televisão, fala-se muito sobre o vírus SARS-CoV-2 e a doença que ele provoca: a COVID-19.


E será que é importante mesmo ficar em casa?


A resposta é sim!


Apesar de poder parecer uma gripe comum, a taxa de transmissibilidade do novo coronavírus é alta e, especialmente em idosos, pode ser grave e até fatal. O isolamento social é uma das chaves mais importantes nesse momento tão único, principalmente para quem está no grupo de risco.



Tanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) quanto a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) recomendam que pessoas acima de 60 anos (bem como outros grupos de risco, como imunossuprimidos, em tratamento para câncer, com síndrome da fragilidade, etc) restrinjam seu contato social. Então é importante evitar locais onde haja aglomeração de pessoas. Para tanto, o atendimento em domicílio e a telemedicina podem ser grandes aliados, uma vez que é importante também que o idoso não deixe de se consultar com seu médico, mesmo durante esse período.




Porém, com tantas mudanças na rotina, a sensação de estranhamento é comum.


O que fazer, então?


Mesmo dentro de casa, é preciso ter foco em cuidar da saúde física e da saúde mental. É importante buscar montar uma nova rotina, que seja segura e agradável, sempre focando em atividades que deem sentido ao passar dos dias. O isolamento social pode ser fonte de ansiedade e um método de combater isso é colocar energia em “hobbies”. Fortaleça atividades de que já gosta: se gosta de cozinhar, tente novas receitas. Se prefere jogos, que tal procurar palavras cruzadas mais desafiadoras? Ou então, talvez finalmente pegar aquele livro que há tempos estava na estante para ser lido? Ver um catálogo de filmes que estão disponíveis na internet, redobrar os cuidados com as plantas caseiras, fazer ligações para familiares que moram longe. É interessante ter sempre em mente que o isolamento deve ser físico, mas não precisa ser psicológico!


Além disso, uma ótima dica para manter tanto a saúde mental quanto a física em dia são exercícios físicos. A prática de atividade física ajuda a evitar diversas condições médicas, inclusive depressão e ansiedade. É importante que a prática, no entanto, seja guiada e bem orientada. Fontes confiáveis e auxílio de profissionais via internet podem ser uma boa opção. Os exercícios mais recomendados são os de fortalecimento muscular, aeróbios e respiratórios. Mas não se esqueça: é importante sempre realizar o alongamento adequado. Experimentar práticas novas pode ser bastante recompensador.


Em resumo, o momento pede cuidado, mas também bastante foco no bem-estar. O acompanhamento de profissionais faz-se essencial para auxílio médico, manutenção de tratamentos, prescrições medicamentosas e orientações adequadas. Doenças crônicas pré-existentes não podem ser descuidadas e a rotina nova precisa ser bem estabelecida. O teleatendimento é seguro e já praticado por muitos geriatras – não deixe de falar com o seu! Além disso, tome cuidado redobrado com as fontes de informação via internet – fuja das “fake news” e de informações que possam elevar seu nível de ansiedade.


Consulte seu médico para melhores orientações e caso apresente algum sintoma diferente.


Cuide-se bem, física e mentalmente.

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