Doenças crônicas



O que é uma doença crônica? Sua definição é possuir desenvolvimento lento e duração longa. Não necessariamente, mas muitas vezes, não possui cura. Por isso, o paciente portador de uma doença crônica convive com ela por muitos anos, e, não raro, por toda a vida. Essas doenças podem ser transmissíveis ou não e são importantes causa de morte no Brasil. Além disso, com o passar da idade, o paciente tende a “acumular” mais doenças crônicas, e, assim, são as pessoas mais idosas quem geralmente tem essas enfermidades consideradas crônicas.



Doenças crônicas mais comuns no Brasil


A dislipidemia, ou seja, o colesterol alto, é uma doença crônica muito comum e muito perigosa. Tem componente genético, mas também está ligada a certos tipos de dietas, com alto consumo de alimentos gordurosos, por exemplo. A hipertensão, popularmente conhecida como pressão alta, e o diabetes também figuram na lista de doenças crônicas mais comuns.


Dentre as menos conhecidas, podemos citar por exemplo a DPOC – doença pulmonar obstrutiva crônica, também chamada de enfisema ou bronquite crônica. Essa condição está mais presente em fumantes ou ex-fumantes, mas também pode ser observada em pessoas que inalaram fumaça com frequência ao longo da vida, seja por fogão à lenha ou por exposição no trabalho.



Prevenção


Assim, qual a importância de conhecermos as principais doenças crônicas e seu impacto na população? A maioria das doenças crônicas pode ser prevenida ou evitada, com exceção daquelas cujas causas são unicamente genéticas. A prevenção geralmente inclui um estilo de vida considerado saudável – com alimentação balanceada e atividade física regular, além de cessar o fumo e o consumo de álcool.



Após diagnóstico


Mas e se eu já fui diagnosticado com uma doença crônica? Nesse caso, ainda que ela não possua cura, as dicas dadas para a prevenção podem também ajudar a controlar a sua enfermidade. As dietas com consumo controlado de sal, açúcares e gorduras, e ricas em frutas e verduras, são benéficas para o bom controle das condições citadas acima. Com relação aos sintomas e exacerbações da DPOC, por exemplo, uma medida prática eficaz é cessar o tabagismo.


Para além disso, é essencial saber que o diagnóstico de uma doença incurável não é uma sentença definitiva de diminuição da qualidade de vida. Isso significa que, ainda que o paciente possua o diagnóstico de diabetes – que não possui cura ainda bem estabelecida – sua qualidade de vida pode sim ser mantida e a doença ser controlada. O importante é fazer um bom acompanhamento médico periódico, investir tempo e energia em práticas de atividades físicas e outros hobbies, além de exercitar a saúde mental. O geriatra, junto com a equipe multiprofissional, irá ajudar o idoso e a sua própria família no manejo dessas multimorbidades, além do ajuste da polifarmácia (excesso de medicamentos) garantindo o máximo de qualidade de vida aos seus pacientes.

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