Cuidados com a pele madura

Atualmente, os idosos representam uma parcela crescente da população mundial. No Brasil, o grupo daqueles acima dos 60 anos de idade abarca mais de 30 milhões de pessoas. Nesse cenário, temas como o cuidado com a pele madura têm ganhado cada vez mais relevância, uma vez que a pele do idoso naturalmente requer mais atenção. Dessa maneira, este texto pretende esclarecer quais mudanças esse órgão sofre com o passar do tempo e quais doenças merecem mais precaução.



A pele é considerada o maior órgão do nosso organismo. Dentre suas múltiplas funções, encontra-se a proteção contra acidentes e infecções. Além disso, ela também atua na regulação da nossa temperatura corporal por meio de diversos mecanismos. Nesse sentido, danos a essa camada do corpo, a depender da extensão e gravidade, podem nos levar a óbito, tamanha sua relevância.


Ao envelhecermos, nossa pele passa a revelar sinais do tempo. Rugas surgem ao redor do olhos, bem como “vasinhos”, manchas e cabelos brancos. Nossa pele perde elasticidade e torna-se mais flácida e ressecada. Esses sinais são resultado tanto de fatores internos do corpo senil, bem como de danos externos que a radiação solar, o tabagismo, a poluição e os maus hábitos nutricionais nos causam ao longo dos anos.


As doenças de pele podem surgir em todas as faixas etárias, porém muitas delas são mais comumente encontradas em pessoas idosas, justamente pelo maior acúmulo de lesões. Uma pesquisa norte-americana, por exemplo, revelou que 4 em cada 5 pessoas com 80 anos ou mais possuem alguma queixa dermatológica. Isso chama a atenção para as doenças mais comuns ao envelhecimento.


Dentre as queixas dermatológicas mais comuns dos idosos, estão:

  • tumores cutâneos (benignos, pré-malignos e malignos)

  • micoses superficiais

  • ressecamento/espessamento


Medidas gerais de cuidado com a pele podem ajudar na prevenção de algumas dessas alterações, como a hidratação adequada de áreas como cotovelos e joelhos e a não utilização de sapatos fechados por períodos prolongados. No entanto, é importante notar que essas queixas possuem diferentes causas, bem como gravidades distintas. Dos problemas listados acima, os tumores cutâneos representam o maior risco para a saúde do idoso, por estarem associados ao câncer de pele e, portanto, merecem atenção especial.


Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o contato com o Sol é importante para a produção de vitamina D em nosso organismo. No entanto, quando nos expomos de forma descuidada, a radiação solar é um fator de risco considerável para o desenvolvimento de tumores cutâneos.


Dessa forma, recomenda-se sempre o uso de protetores solares com FPS superior a 30, bem como a não exposição direta ao Sol entre 10h e 15h. Trabalhadores rurais e pessoas com olhos e cabelos claros devem ter atenção especial. Além disso, esses cuidados devem ser redobrados para os idosos, população de maior risco para o desenvolvimento do câncer de pele.


O aparecimento de “espinhas” que não cicatrizam ou a mudança repentina no formato de alguma “pinta” é um sinal que deve ser estudado pelo dermatologista, uma vez que essa pode ser a forma inicial de algum tumor maligno. O desfecho adequado do tratamento dessas doenças depende, em grande parte, de seu início precoce. Por isso, notifique sempre o seu médico sobre qualquer alteração em sua pele e jamais negligencie os cuidados com a sua saúde.


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